sábado, 5 de outubro de 2013

Estrela no meu quarto apagado

Afastei-me de ti porque percebi que o meu coração ainda palpita quando te vê, que o teu engenho ainda me provoca lágrimas, que funcionas como um objeto cortante que está a acabar comigo aos poucos. Chorar sentada com a água quente a cair do chuveiro tornou-se permanente. Dormir no vácuo da noite tornou-se complicado, pois o passado que já vai distante invade-me o ser, invade-me a mente. Eu sei que isto vai passar, eu sei. A estrela que brilhava no meu quarto apagado, morreu. Tu foste embora e eu não aceito a ideia. Depois de tudo o que passámos é difícil de aceitar que tudo o que éramos foi-se de um dia para o outro. Custa saber que já não me amas e que eu te amo. Custa saber que acertei naquilo que te costumava dizer. Que ias ser tu a ir... 

Space

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor

É difícil de definir a palavra amor pois é um sentimento bastante ambíguo, bastante complexo quando pensado mais do que uma vez. Amor é mais do que sentir o coração latejar, é mais do que sentir as pernas a tremer quando estamos próximos da pessoa que amamos, é mais do que beijar, é mais… muito mais. Amor é vida. Amor é ternura. Amor é carinho. Amor é cumplicidade. Amor é amizade. Amor é saudade. Amor é tudo o que traspassa o impossível. Amor, quando é verdadeiro é eterno. Amor é amar mesmo quando o sentimento não é mútuo…
Amor é a forma mais ofegante de dizermos que precisamos de alguém que nos ame para conseguirmos ser felizes por completo. Porém o amor é dor, o amor é sofrimento, o amor causa feridas difíceis ou mesmo impossíveis de sarar, o amor é demente. Este sentimento corroí-nos por dentro. O amor é difícil de esquecer, é difícil de perder. O amor expira aquilo a que denominamos de sanidade mental, o amor é fatal. O amor leva-nos a cometer loucuras. O amor faz-nos rir, faz-nos as pessoas mais completas do mundo, mas também faz-nos chorar, cair em abismos profundos e bater mesmo lá no fundo.
O amor por vezes é traiçoeiro. Não tem hora para chegar nem para partir. O amor não escolhe idades nem caras. O amor aparece, manifesta-se e por vezes desvanece. O amor é contundente, é ardente, é sufocante, é uma mistura de palavras incessantes. O amor é doce, é terno, é ledo. O amor realça-te o sorriso, crava-te o que é preciso. O amor é acompanhado do medo, o amor é ciúme, o amor é querer obter, é querer possuir e não deixar fugir. O amor é ter mil razões para deixar, mas acabarmos sempre por ficar. O amor é aceitar os defeitos e viver sem preconceitos.

Amor é quando dois corpos se querem, se juntam e se têm. Amor é permanecer junto, é não ver o filme suposto e ficar abraçado debaixo do cobertor por uns segundos. Amor é jantar á luz das velas, é ficar no carro a contemplar as estrelas. Amor é especial, amor não é banal. Tem mesmo qualquer coisa de surreal. Amor pode ser um eufemismo, um paradoxo do destino. O amor não tem definição, o amor é o que diz o teu coração…

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domingo, 22 de setembro de 2013

Au revoir

Foste embora sem dizer adeus e cedeste-me a razão para deixar de pensar em ti. Eu já previa que isto fosse acontecer, talvez por isso é que tu nunca me tiveste completamente. Prometeste que ficavas, que ias cuidar de mim e eu nunca acreditei. Olhando para trás, creio que fui uma pessoa bastante atenta e não me deixei enganar, mas sabes? Doí… Não por te amar porque eu não amo, mas porque tinhas significado. Eu sempre soube que não havia possibilidade de nos amarmos, pois ambos não o aspirávamos. Eu queria um porto de abrigo, uma pessoa para beijar e matar saudades de um passado nunca esquecido. Eu usei-te é verdade, pois estava triste, machucada, infinitamente estafada, mas acredita que não foste só mais um. Foste significante, ainda que para ti eu não tenha sido. ESTE É O MEU ADEUS…

Magnifique! / ...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Um amanhecer diferente

Hoje acordei com a luz do sol a findar as janelas, a trespassar o rosa dos cortinados subjacentes naquele varão verde alface que remontava á minha pré-adolescência. Olhei para o telemóvel e ainda eram 9.00. Ainda fiquei a olhar para o teto, contemplando sei lá eu o quê. A casa permanecia silenciosa, até que determinei rapidamente expirar esse tal sossego e coitados dos vizinhos viram-se obrigados a acordar ao som da minha admirável música “Wrecking ball”… Perscrutei minuciosamente através da velha janela todos os detalhes vindos do mundo exterior. Averiguei que a vizinha tinha deixado o regador fora do sítio habitual, que o gato da Tia Amélia espreitava do alpendre e que a rua estava deserta. Bebi um copo de leite bem fresco como mandava a rotina  e sentei-me no sofá a pensar que hoje era o dia, aquele dia… Ia obter várias respostas, ia reencontrar-me. À tanto que andava perdida, à tanto que andava esquecida. Um amanhecer diferente, uma rotina ausente, mas eu sempre presente. 

Fotos de Vintage's Life | via Facebook

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Praia das Maçãs- Recordações



Vou ter saudades



Migos isto é só para vos dizer que a minha vida sem vocês já não é nada pois quando estou convosco e partilho estes momentos de amizade, sinto-me muito feliz e são vocês que me fazem esquecer todos os problemas que tenho e me mostram o que é saber estar numa praia ahah :) Brincadeiras como as nossas não há... Odeio que me mandem areia e que me molhem quando estou com frio, mas adoro os moches e tudo o resto. One love meus putos porque sem nós a praia das Maçãs não era tão fixe ahah :) Nadadores salvadores <3 Bruno, Nuno, Gonçalo, Afonso, Tomás, André, Pedro, Martim, João Francês, João Piçarra, Bea, Lili, Jeka .... Até para o ano PRAIA DAS MAÇÃS e quanto a vocês meus putos ainda nos vemos. Beijossss 





Se deus existe me dê provas disso

Eu já não sei o quero realmente da minha vida. Eu já não sei para onde ir, estou fraca, estou frágil, estou péssima. Sinto que tudo se afasta de mim quando estou prestes a chegar, a agarrar, a triunfar. Estou cansada, estou esgotada, quero morrer, só quero morrer. Estes dois últimos dias têm sido repugnantes. Estou farta que encetes tudo o que conquisto, farta que me deites abaixo como se eu fosse lixo. Eu só quero viver confortada, quero ser amada, quero sentir que faço algo para a felicidade dos outros. Quero ser diferente, quero mudar, já mudei. O meu estilo está completamente diferente, o preto está cada vez mais presente. Não me importo com o que os outros pensam de mim, se me acham bonita ou não, só quero adormecer e acordar com vontade de viver, coisa que não está a acontecer. Só quero alguém ao meu lado, um amigo, uma amiga ou talvez um namorado. Vida não me pregue partidas, não se encarregue de me pôr mais obstáculos no caminho porque já tive desilusões a mais para uma menina da minha idade. Tenho tanto medo de perder os que amo. Merda!!! Porquê que as pessoas têm doenças? Porquê que as pessoas boas que lutaram para ter uma vida feliz  com tudo o que merecem chegam ao fim das suas vidas com doenças terminais? Com cancros? Que medo que eu tenho desta palavra. Eu vivo assombrada. Ainda querem que eu acredite que deus existe, quando milhares de pessoas morrem á fome, quando milhares de pessoas sofrem de cancro, quando a minha família está a ser afetada por esta doença monstruosa, quando uma pessoa que eu amo mais que a minha própria vida pode morrer. Eu estou farta de tudo isto. Se deus existe, que me dê provas, que faça com que isto que temo não aconteça, que a morte não apareça.

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