Quando olhamos á nossa volta e
percebemos que não temos ninguém ao nosso lado é um sinal de que fizemos
escolhas erradas ao longo do nosso caminho. Nessa hora, o melhor é seguirmos em
frente e não perdermos tempo em recuperar um passado de mentiras, de amizades
perdidas, de promessas feitas para não serem cumpridas. As pessoas enganam,
demonstram ser uma coisa quando na realidade são outra e é por isso que mais
vale seres criticada e teres uma pedra no lugar do coração, do que seres usada
e viveres numa ilusão.
"Reparar, quando o coração repara mais que o juízo, é amar". Camilo Castelo Branco
terça-feira, 4 de março de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Não te esqueças do passado
A dor que sinto é insólita mas verosímil.
Não dá para esboçar por vocábulos aquilo que só pode ser dito pelo coração. A
mudança é sempre um refúgio mas nem sempre é a escolha certa. Serei eu demente?
Perguntas retóricas. Eu quero estar sozinha, enclausurar-me em mim mesma,
procurar a sanidade perdida, escondida do meu engenho. Chega de mentiras, almas
falaciosas, verdades piedosas. Eu aspiro a veracidade, a realidade. Sofro
quando penso que nada mais nos liga. Basta de eufemismos, de perífrases, de
sentimentos insólitos, de quimeras. O passado a nós pertenceu e o futuro a nós
pertencerá. Será?
sábado, 18 de janeiro de 2014
Matou-se
Ela sabia o que sentia, sabia o que queria. Proferia palavras
singelas que demonstravam o profundo sentimento que nutria por ele. Chorava por
não o ver, chorava por não o ter. Ela já se acostumava à ausência daquela alma.
Alma dissipada e desavinda. Os dias eram tristes e até o cinzento do céu se
tornara negro aos seus olhos. Ela não fazia falta a ninguém, nem a ele que outrora
não podia viver sem ela. Já não havia espaço para ela na vida dos outros, nem
na vida dele. Ele preferia outras almas. Ela tornara-se solitária e sentia uma
tristeza sem fim. Sentia a falta de uma companhia, de uma mensagem de bom dia.
Lutava por um sorriso, pelo que era realmente preciso. Vivia uma mentira, uma infelicidade
desmedida e um dia fartou-se de tudo. Cessou o que já não existia, deixou-se de
cobardia e matou-se.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Die
Absorto, infâmia, é o que sinto.
Sentimento disforme que é imenso e não cabe no coração. Vontade de fugir, de me ocultar, de me apagar
por breves instantes. Lágrimas diáfanas, gritos sibilantes, gestos minuciosos,
palavras proferidas e uma grande vontade de reaver o que foi meu. De me
apoderar do que foi sem eu me aperceber. Desejo de agarrar novamente, de possuir
para sempre. A consciência diz que cessou e o coração murmura que não teve fim.
A exaltação do sentimento constante provido de dor e de sofrimento que parece
querer durar faz jus á vida decadente que levo, á falta do calor anímico, á
ausência do meu “eu” e á permanência do meu estado de espírito dissipado.
Denominam-me de diferente e de desavinda e certamente que não estão errados.
Talvez esteja mal comigo, ou com o mundo, talvez esteja quezilada com a pessoa
que amo, talvez sofra no silêncio da noite ou talvez minta quando profiro que
sofro, ou que estou farta da vida. Um dia deixarei de fingir que sou feliz…
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A vida efémera
A vida faz-nos ser um tudo e ser um
nada. Leva-nos por caminhos cheios de pedras nas quais acabamos por tropeçar. Faz-nos
desistir de levantar. A vida é tão efémera que nem tens tempo de dizer adeus
quando partes, mas ainda existem pessoas a desperdiçar a efemeridade da vida.
Talvez eu seja uma pessoa desse tipo, talvez eu despreze o que há de melhor na
vida. Porém, eu sinto que a minha vida desabou, que todos os meus sonhos ficaram
destruídos e penetrados num outrora nunca acabado, num passado sempre lembrado,
num amor nunca esquecido, talvez num tempo de vida perdido. Apelo á razão e não
ao coração, bramo á indiferença e não ao sentir e fraquejo no olhar e no querer
tocar. Dizem que o que realmente é teu, volta para ti. Estou na fase da espera,
vivendo um amor idílico, exilado da sociedade. As pedras no meu caminho são
cada vez maiores, tropeço cada vez mais, mas o importante é levantar. Navego na
evasão porque sei que o alheamento do espírito é a melhor forma de encontrar a
calma anímica, a tranquilidade do meu ser e de me dar força para viver. Eu vivo
de emoções, de sentimentos, alimento-me do “para sempre” e reconforte-me com o “estou
aqui para ti” e amo de amar a palavra “amo-te”, pois não existe sentimento mais
belo, mais divino que o amor, mesmo quando este te consome, te corroí, te
destrói e te faz ter vontade de morrer...
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Ajudar Maria João
Não sei se irei querer voltar atrás no tempo, se a decisão que tomei foi a mais acertada ou se está pura e simplesmente errada. Tatuei Pai e mãe no pulso para ajudar monetariamente uma pessoa com cancro. Sinto-me realizada, pois fiz algo para ajudar uma pessoa que já não acredita na possibilidade de viver, que se for embora deste mundo tão cruel irá deixar dois filhos. Ainda que me julguem inconsciente pelo ato que tomei, penso que nunca me vou arrepender ou esquecer do significado e do porquê de ter tatuado o meu corpo. Quanto a ti Maria João, desejo que nunca desistas de viver.... AJUDEM MARIA JOÃO A TORNAR O SEU SONHO REALIDADE, AJUDEM MARIA JOÃO A VIVER, NÃO A DEIXEM MORRER... não peço isto por ser da minha família mas porque nunca se sabe se um dia iremos precisar...
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Good luck
Adeus a todas as promessas quebradas, adeus a todas as frases proferidas, adeus a todos os sentimentos trazidos com o vento, adeus a tudo o que fomos, adeus ao que resta de mim, adeus ao que nunca fomos, adeus ao que sonhámos ser, adeus ao que perdemos, adeus a ti, adeus a mim, adeus a nós, adeus ao Passado... ADEUS. Olá ao presente, olá ao futuro, olá ao demente, olá ao abismo, olá ao espírito, olá ás cartas, olá ás estrelas, olá à vida, olá ao fado, olá ao pranto... Bem vinda ao desconhecido... bem vinda a uma rua sem saída, onde nada te guia... Olá ao diferente, olá ao ausente. Good luck.
sábado, 5 de outubro de 2013
Estrela no meu quarto apagado
Afastei-me de ti porque percebi
que o meu coração ainda palpita quando te vê, que o teu engenho ainda me provoca
lágrimas, que funcionas como um objeto cortante que está a acabar comigo aos
poucos. Chorar sentada com a água quente a cair do chuveiro tornou-se
permanente. Dormir no vácuo da noite tornou-se complicado, pois o passado que
já vai distante invade-me o ser, invade-me a mente. Eu sei que isto vai passar,
eu sei. A estrela que brilhava no meu quarto apagado, morreu. Tu foste embora e
eu não aceito a ideia. Depois de tudo o que passámos é difícil de aceitar que
tudo o que éramos foi-se de um dia para o outro. Custa saber que já não me amas
e que eu te amo. Custa saber que acertei naquilo que te costumava dizer. Que
ias ser tu a ir...
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Amor
É difícil de
definir a palavra amor pois é um sentimento bastante ambíguo, bastante complexo
quando pensado mais do que uma vez. Amor é mais do que sentir o coração latejar,
é mais do que sentir as pernas a tremer quando estamos próximos da pessoa que
amamos, é mais do que beijar, é mais… muito mais. Amor é vida. Amor é ternura.
Amor é carinho. Amor é cumplicidade. Amor é amizade. Amor é saudade. Amor é
tudo o que traspassa o impossível. Amor, quando é verdadeiro é eterno. Amor é
amar mesmo quando o sentimento não é mútuo…
Amor é a forma
mais ofegante de dizermos que precisamos de alguém que nos ame para
conseguirmos ser felizes por completo. Porém o amor é dor, o amor é sofrimento,
o amor causa feridas difíceis ou mesmo impossíveis de sarar, o amor é demente. Este
sentimento corroí-nos por dentro. O amor é difícil de esquecer, é difícil de
perder. O amor expira aquilo a que denominamos de sanidade mental, o amor é
fatal. O amor leva-nos a cometer loucuras. O amor faz-nos rir, faz-nos as
pessoas mais completas do mundo, mas também faz-nos chorar, cair em abismos
profundos e bater mesmo lá no fundo.
O amor por
vezes é traiçoeiro. Não tem hora para chegar nem para partir. O amor não
escolhe idades nem caras. O amor aparece, manifesta-se e por vezes desvanece. O
amor é contundente, é ardente, é sufocante, é uma mistura de palavras incessantes.
O amor é doce, é terno, é ledo. O amor realça-te o sorriso, crava-te o que é
preciso. O amor é acompanhado do medo, o amor é ciúme, o amor é querer obter, é
querer possuir e não deixar fugir. O amor é ter mil razões para deixar, mas
acabarmos sempre por ficar. O amor é aceitar os defeitos e viver sem
preconceitos.
Amor é quando
dois corpos se querem, se juntam e se têm. Amor é permanecer junto, é não ver o
filme suposto e ficar abraçado debaixo do cobertor por uns segundos. Amor é
jantar á luz das velas, é ficar no carro a contemplar as estrelas. Amor é especial,
amor não é banal. Tem mesmo qualquer coisa de surreal. Amor pode ser um
eufemismo, um paradoxo do destino. O amor não tem definição, o amor é o que diz
o teu coração…

domingo, 22 de setembro de 2013
Au revoir
Foste embora sem dizer adeus e cedeste-me
a razão para deixar de pensar em ti. Eu já previa que isto fosse acontecer,
talvez por isso é que tu nunca me tiveste completamente. Prometeste que ficavas,
que ias cuidar de mim e eu nunca acreditei. Olhando para trás, creio que fui
uma pessoa bastante atenta e não me deixei enganar, mas sabes? Doí… Não por te
amar porque eu não amo, mas porque tinhas significado. Eu sempre soube que não
havia possibilidade de nos amarmos, pois ambos não o aspirávamos. Eu queria um
porto de abrigo, uma pessoa para beijar e matar saudades de um passado nunca esquecido.
Eu usei-te é verdade, pois estava triste, machucada, infinitamente estafada,
mas acredita que não foste só mais um. Foste significante, ainda que para ti eu
não tenha sido. ESTE É O MEU ADEUS…
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Um amanhecer diferente
Hoje acordei com a luz do sol a
findar as janelas, a trespassar o rosa dos cortinados subjacentes naquele varão
verde alface que remontava á minha pré-adolescência. Olhei para o telemóvel e
ainda eram 9.00. Ainda fiquei a olhar para o teto, contemplando sei lá eu o quê.
A casa permanecia silenciosa, até que determinei rapidamente expirar esse tal
sossego e coitados dos vizinhos viram-se obrigados a acordar ao som da minha admirável
música “Wrecking ball”… Perscrutei minuciosamente através da velha janela todos
os detalhes vindos do mundo exterior. Averiguei que a vizinha tinha deixado o
regador fora do sítio habitual, que o gato da Tia Amélia espreitava do alpendre
e que a rua estava deserta. Bebi um copo de leite bem fresco como mandava a
rotina e sentei-me no sofá a pensar que
hoje era o dia, aquele dia… Ia obter várias respostas, ia reencontrar-me. À tanto
que andava perdida, à tanto que andava esquecida. Um amanhecer diferente, uma
rotina ausente, mas eu sempre presente.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Vou ter saudades
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Migos isto é só para vos dizer que a minha vida sem vocês já não é nada pois quando estou convosco e partilho estes momentos de amizade, sinto-me muito feliz e são vocês que me fazem esquecer todos os problemas que tenho e me mostram o que é saber estar numa praia ahah :) Brincadeiras como as nossas não há... Odeio que me mandem areia e que me molhem quando estou com frio, mas adoro os moches e tudo o resto. One love meus putos porque sem nós a praia das Maçãs não era tão fixe ahah :) Nadadores salvadores <3 Bruno, Nuno, Gonçalo, Afonso, Tomás, André, Pedro, Martim, João Francês, João Piçarra, Bea, Lili, Jeka .... Até para o ano PRAIA DAS MAÇÃS e quanto a vocês meus putos ainda nos vemos. Beijossss Se deus existe me dê provas disso
Eu já não sei o quero realmente
da minha vida. Eu já não sei para onde ir, estou fraca, estou frágil, estou
péssima. Sinto que tudo se afasta de mim quando estou prestes a chegar, a
agarrar, a triunfar. Estou cansada, estou esgotada, quero morrer, só quero
morrer. Estes dois últimos dias têm sido repugnantes. Estou farta que encetes
tudo o que conquisto, farta que me deites abaixo como se eu fosse lixo. Eu só
quero viver confortada, quero ser amada, quero sentir que faço algo para a
felicidade dos outros. Quero ser diferente, quero mudar, já mudei. O meu estilo
está completamente diferente, o preto está cada vez mais presente. Não me
importo com o que os outros pensam de mim, se me acham bonita ou não, só quero
adormecer e acordar com vontade de viver, coisa que não está a acontecer. Só
quero alguém ao meu lado, um amigo, uma amiga ou talvez um namorado. Vida não
me pregue partidas, não se encarregue de me pôr mais obstáculos no caminho
porque já tive desilusões a mais para uma menina da minha idade. Tenho tanto
medo de perder os que amo. Merda!!! Porquê que as pessoas têm doenças? Porquê
que as pessoas boas que lutaram para ter uma vida feliz com tudo o que merecem chegam ao fim das suas
vidas com doenças terminais? Com cancros? Que medo que eu tenho desta palavra.
Eu vivo assombrada. Ainda querem que eu acredite que deus existe, quando
milhares de pessoas morrem á fome, quando milhares de pessoas sofrem de cancro,
quando a minha família está a ser afetada por esta doença monstruosa, quando
uma pessoa que eu amo mais que a minha própria vida pode morrer. Eu estou farta
de tudo isto. Se deus existe, que me dê provas, que faça com que isto que temo
não aconteça, que a morte não apareça.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Lembra-te disso
Será que eu é que me devo calar?
Não. Eu devo continuar a lutar pelo que quero, eu mereço muito mais. Se estou
tão certa do que mereço, porque será que não obtenho o que tanto desejo? Talvez
o que quero é impossível de obter, seja difícil de deter. Eu não quero mais
olhar para trás, ambiciono esquecer tudo o que me fizeram outrora, mas acontece
que a raiva está tão cravada no meu ser que não me deixa esquecer. Promessas
feitas, palavras ditas em momentos inesquecíveis surgem na memória e eu questiono
o porquê de isso acontecer. Surpreende-me o facto de ainda sonhar contigo. Ás
vezes quando penso em nós, penso que podia ter dado certo e a pergunta é sempre
a mesma: Porquê que não deu? Nunca obtive uma resposta, aliás nunca a vou
obter. Limito-me a tentar perceber o porquê de ainda me continuares a assombrar
em pensamentos quando eu nunca invadi os teus nem te fiz ter saudade, nem mera
vontade de fraquejar e vir apelar por um pedido desculpa. Vivo neste sentimento
disforme, carrego comigo tudo o que passámos, tudo o que vivemos, tudo o que só
queria esquecer. Sofro muito, fraquejo bastante, olho para o que está distante,
sinto saudade do restante. Pergunto-me a mim mesma se algum dia depois do fim,
pensaste em mim? Se não conseguiste adormecer algum dia porque detinhas em ti
um sentimento de culpa? Se algum dia pensaste no quão agora podíamos estar
felizes se estivéssemos juntos? Se no nosso dia te lembras de mim? Se eu fui
tudo para ti? Se o que passámos te marcou? Se alguma coisa que fiz te impressionou?
Se te esqueceste daquelas tardes em tua casa que eram meros contos de fadas? Se
te lembras do dia em que conheci os teus pais? Se ás vezes sentes a minha falta
quando te sentes só? Se tudo o que passamos foi em vão? Chorar já não vale de
nada, até porque as lágrimas já estão cansadas. Eu não estou desesperada, eu já
não te amo, mas doí saber que não fui nada na tua vida, que depois de tanto
tempo juntos me conseguiste surpreender pela negativa, por me teres feito
sofrer como nunca sofri, por não me teres dado a mão quando precisei de ti, por
não me teres perguntado uma única vez se estava bem de saúde quando sabias
perfeitamente que tinha de ser operada e andava preocupada. Custa saber que em
nenhum momento pensaste em mim, mas apesar de tudo perdoei-te. Mas nunca
esqueci. Mas mesmo assim estive lá para ti. Podes não me ter pedido ajuda, mas
eu estava disposta a fazê-lo pois nunca mas nunca seria capaz de fazer aquilo
que tu me fizeste, desprezar-te como me desprezaste. Eu estive lá quando ela te
deu com os pés, eu estive lá depois de tudo… Lembra-te disso.
Presente infinitamente
Desta
vez foi diferente. Demos descanso aos lençóis cansados e esgotados de sempre. O
sofá de cor escarlate foi o eleito naquela ocasião. O suposto, o hipotético era
termos visto o filme que estava a passar na televisão, mas invés disso, os
nossos corpos movimentaram-se para junto um do outro. Eu sentei-me ao colo dele
e ele começou por me dar um beijo na boca, escorregando até ao pescoço e foi
descendo um pouco mais. Lembro-me que as mãos dele estavam assentes
nas covas que se exibem nas minhas costas. O medo também estava patente, pois
tínhamos pouco tempo. A mãe dele estava quase a chegar a casa. Estava calor e
era incessante, mas nós permanecíamos abraçados, despidos, enlouquecidos,
unidos. Foi especial, recíproco, transcendente, foi um para sempre. Ficará
gravado na memória, cravado no coração, latente na história e presente
infinitamente.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
I´m wonderful
Agora que as minhas preces foram sentidas,
a profecia demandada foi comprida já posso viver confortada. A velocidade
incessante das palavras veio com a força do pensamento e da mágoa. Não o
voltaria a especificar ou elaborar tão bem. Saiu da alma, surgiu do coração e
ficou latente em palavras violentas. Não acredito que o mal cai sobre aqueles
que nos fazem sofrer, por isso resolvo defender a minha postura através de
vocábulos mutilantes. Mantenho o meu carisma porque sei que se der demasiada importância
a este sujeito que insiste em assombrar a minha vida por um longo período de
tempo, vou voltar a bater no fundo. Como não sou apologista de esperar pelo
critério dos deuses que nunca acreditei nem nunca vou acreditar, confio apenas
nas minhas frases que são proferidas de modo real e não imaginário. “EU SOU
SUPERIOR A VACAS COMO TU, NÃO ME VOU DEIXAR IR ABAIXO. ÉS SÓ MAIS UM ESPETADOR
QUE VAI BATER PALMAS NO FINAL DO MEU ESPETÁCULO NO QUAL EU VOU BRILHAR”
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Vives do batom
Sendo espectadora assídua da
minha vida, espero que não te importes que sejas agora tu o alvo das minhas
setas, o destino da minha carta, a puta que fez com que eu deixasse de acreditar na
felicidade. Vives lasciva não sendo a sensualidade em pessoa, mas é sempre bom
termos auto-estima. Vives da luxúria porque sabes que ninguém te daria o
carinho que realmente necessitas para ser feliz. Tu não precisas de um homem
para ser feliz, tu precisas de vários. Tu não és solene, nem angelical. Tu és
uma vaca que não tem nada de sensual. Não fales de princesas porque tu nunca
chegarás a ser como uma. O batom vermelho, a pele nívea, as meias de renda
serão sempre a tua sina. Não beijas porque sabes que isso seria o toque mortal,
tu fodes e não é pouco porque só fodes a vida dos outros. Tu serás sempre a
outra, serás sempre a amante, aquela que dá prazer mas nunca é amada. Vais
acabar como todas, pobre e drogada. Olha para mim, sou uma mulher, já tu nunca
te vais tornar numa. Não usei eufemismos, nem antíteses e não usei vocábulos
muito complexos porque palavras caras não são para pessoas como tu, que se vendem
por pouco. Tu nem para puta de luxo davas. Não serves de paradigma a ninguém e
se servisses, tínhamos de ir todas para a Índia porque lá as vacas são
sagradas. Se te pudesse ostracizar, era o que faria porque ver a tua cara todos
os dias, já vai ser matar-me aos poucos. E agora puta, vai… vai embora porque
tens o batom vermelho borrado e ainda tens de trabalhar logo á noite.
domingo, 1 de setembro de 2013
As regras foram respeitadas
Eu não quero saber nem ver, eu não tenciono sequer pensar porque no dia em que eu deixei de te amar foi o dia em que tu decidiste voltar... Agora fica por aí perdido porque eu já encontrei o meu caminho. Costumam dizer que cada um tem o que merece e tu não fugiste à regra, mereceste e por consequência disso, obtiveste.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Lição de vida
O destino já estava traçado… Ela
já tinha pensado acabar com a sua vida, mas se não o fez foi porque não estava
premeditado. O tempo passou, rápido até, mas nada á sua volta mudava. Ela
sentiu-se desorientada, abandonada, mas nunca desistiu. Implorou socorro várias
vezes até que um dia conseguiu erguer forças sozinha. Cometeu erros que provaram
que a sanidade já não habitava no seu espirito altruísta. Procurou pessoas diferentes dela,
para fugir aos problemas. Começou a fumar, a usar roupas diferentes, a
expressar sentimentos que nunca tinha sentido. Ela procurava respostas nas estrelas.
Conheceu uma pessoa e aos poucos apaixonou-se por ela, lutou contra essa
paixão, desprezou o que sentia com medo de se magoar tanto como outrora, mas
não conseguiu ceder á sede de o beijar, de lhe tocar. Ele sentia o mesmo por
ela, funcionavam como um só. Ela voltou a deslumbrar, a brilhar e o sorriso
maravilhoso que ela tinha voltou para aquecer os corações de quem não conseguia
mais viver sem ele. Percebeu que não era preciso mudar a maneira de ser dela
por uma desilusão passada que se tornava cada vez mais presente á medida que o
tempo passava. Voltou a ser como era, com o mesmo mau feitio, mas com a
consciência que já tinha aprendido uma lição para a vida…
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